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Diario de um urso

Porque o dia não começa sem um café(forte) e uma boa leitura. Espaço onde irei partilhar um pouco deste meu "novo"eu.

Diario de um urso

Porque o dia não começa sem um café(forte) e uma boa leitura. Espaço onde irei partilhar um pouco deste meu "novo"eu.

como vivo o BDSM

Boa noite meus queridos seguidores e visitantes deste também vosso cantinho, a pedido de muitas famílias vou dar continuidade ao post anterior em que falei de BDSM.
No Post em causa tentei explicar de forma resumida (e acreditem apesar do post ser extenso foi mesmo um resumo, muito mais haveria para dizer) as "mecânicas" de funcionamento das praticas que fazem parte da sigla BDSM, com especial incidência na que mais curiosidade desperta há maioria das pessoas até pelo Filme "as 50 sombras de Grey" e pelos inúmeros livros já publicados por várias autoras (curioso não me lembro de ver nenhum livro sobre esta temática escrito por um homem)sobre esta temática.
Este post pretende ser um pouco mais pessoal, mostrar-vos pelos meus olhos o que para mim é o bdsm, vamos a isto?Reforço se for uma pessoa sensível ou de mente fechada a estas realidades por favor não continue a ler este post, pois vou usar linguagem explicita.

 

...

 

 

Bem tudo começa por volta dos meus 18 anos quando como qualquer adolescente via pornografia, deparei-me por acaso com vídeos com chicotes, chibatas e praticas invulgares mas que logo percebi que me excitavam de forma singular, se a principio não dei muita importância a verdade é que com o tempo percebi que de facto a minha atração por aquele "mundo desconhecido" era cada vez maior, e pesquisei, li, descobri todo um novo mundo de instrumentos de tortura prazer, várias praticas que desconhecia e comecei a perceber que o papel de cada um é sempre consentido pelo outro nada é forçado(sim de inicio também achei esta pratica violenta) esta curiosidade cresceu e procurei perceber qual dos papeis me atraía mais, percebi-me switcher (switcher é alguém que retira prazer em ambos os papeis)  ao final de ter experimentado ambos os papeis, ainda assim com fortes tendências dominadoras(tenho mais prazer neste papel)algo que descobri foi que numa relação BDSM a confiança tem de ser cega o amor é muito mais intenso, é tudo muito mais intenso na verdade (em todos os sentidos) do que numa relação "comum" , existem dominadores mais frios e que têm submissas/os como escape e divertimento, eu não, eu sou muito mais estilo Grey, acho até que mesmo antes de descobrir este mundo já tinha traços de dominador, senão vejam, sou extremamente protector (e meninas, principalmente feministas , não levem isto para o lado machista) mas eu sou muito adepto da frase" a mulher nasceu da costela esquerda do homem, do lado do coração para ser amada, debaixo do braço para ser protegida" e reforço não sou machista até porque se há coisa que me atraiu na mulher que amo, foi a capacidade dela ser independente, lutadora,trabalhadora, autónoma, e destemida,mas vejo sempre as mulheres como seres especiais que os homens deveriam estimar, cuidar, proteger tal como Christian Grey faz com Anastacia Steel, sou tal  como Christian Grey, homem de uma mulher só, afinal uma relação tão intensa para mim só pode ser vivida a dois, não só pela intensidade da relação mas pelas dinâmicas criadas entre submissa e dominador,no bdsm há mesmo almas gémeas, pois têm de se encontrar duas pessoas que gostem das mesmas práticas e tem de haver uma química singular e confiança para que um se "subjugue ao outro" para que as conversas possam ser abertas sem medos nem constrangimentos, e tantas vezes (oh meu deus tantas vezes) para que nem seja preciso falar, quando existe esta química ao fim de algum tempo às vezes basta um olhar para que ambos se entendam, para mim que vivo a vida com o coração e que vivo tudo intensamente é, também por isso, o tipo de relação ideal, tenho a sorte da mulher que amo ter alma submissa, embora com medos por falta de experiência e por receio de perder o controlo (afinal na vida dela sempre foi ela que controlou tudo)mas ela gostar e aceitar que gosta destas coisas é óptimo porque podemos descobrir tanta coisa juntos.
Aposto que muitos de vocês estão agora a pensar "então mas ela não é toda independente autónoma, gosta de ter tudo controlado e tudo é tudo e tudo?". A Resposta é sim mas vou-vos contar um segredo, No BDSM muita gente gosta de assumir o papel contrario ao que tem na vida real, é o meu caso por exemplo, eu sou um mero empregado e no BDSM liberto o lado Dominador de controlo que há em mim, com quem na vida real tem muita responsabilidade normalmente acontece o contrário (eu sei isto faz cair por terra a imagem do Grey lindo charmoso e poderoso não é meninas) quem tem muita responsabilidade usa o BDSM como escape para perder o controlo e por momentos não ter de decidir nada, ser comandado por outrem.
Das coisas que mais prazer o BDSM me traz é precisamente a sensação de controlo, o controlo sobre o orgasmo dela, o tela ajoelhada a minha frente submissa, entregue, minha, ter o poder de decidir o que vou fazer a seguir com ela entregue, ansiosa, às vezes a implorar por ser tocada, beijada penetrada, tela vendada e imobilizada, sem poder ver ou controlar o que estou a fazer, com os sentidos todos aflorados pela perda de um deles (experimentem estar vendados e verão se o olfacto e principalmente o tacto não fica mais apurado) e poder brincar com o corpo dela e com as suas vontades, ouvi-la gemer, pedir implorar.
Estar do outro lado e não saber o que vem a seguir e também óptimo, precisamente pela excitação do medo da perda de controlo e as vezes da dor (sim a dor aflora o tacto deixa-nos mais sensíveis, os poros da pelo abrem-se e sentimos tudo mais intensamente, tudo na medida certa claro) mas como acima já referi para que se possa perder o controlo desta forma é preciso uma confiança cega na outra pessoa, só assim se pode viver a experiência a 100%.
No fim Pegar nela leva-la ao banho e fazer amor puro debaixo de água, lavar-lhe cada poro de pele com beijos caricias e mimos e no fim podermos dormir abraçados, ou com ela deitada no meu peito, extasiados cansados realizados felizes e eu poder ficar a noite toda sem dormir apenas a vela dormir tranquila e a fazer-lhe festas no cabelo, para no outro dia acorda-la com beijos e pequeno almoço na cama.
Ou seja cuidar, ao contrario do que muitos pensam um bom dominador, ama, cuida, dá prazer e retira prazer do prazer da submissa tal como a submissa dá prazer e retira prazer do prazer do dominador, é uma troca, em que cada um assume um papel de livre e espontânea verdade aceite por ambos.

 

 

Peço desculpa se o texto não esta grande coisa e pela extensão do mesmo

 

o que acharam?

 

ficaram curiosos?

vão exprimentar?

 

 

 

        

 

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